Segunda-feira, 7 de Novembro de 2011

Outono









Vive em mim o Outono




de folhas caídas no chão




tornndo-se cruel dono




do meu abandonado coração








Caem como pingos de chuva fria




as saudades de me ter firme e segura




e da vida sentir a alegria




e não o sabor da amargura








As árvores agora despidas




parecem-me agora as feridas




que rasgaste como um desbotado papel












Espero ainda do vento




ouvir poemas e trovas




que te tragam como meu alento




Quinta-feira, 12 de Maio de 2011

Ser amor
























És o carinho que afaga a dor,
És a dor que saboreio quando dói
És a calma das tempestades,
És sol de manhã serena,
És vento forte que me enleva,
És força que me levanta,
És beijo quente da madrugada,
És a praia em que me banho,
És saudade quando te vais,
És memória do Amor,
Presença qual sombra nos meus dias,
És o sorriso que provocas,
És mão que me segura,
Porto de farol vivo quando me sinto perdida,
És o colo que me adormece,
Deixando-me sonhar acordada nos teus olhos












Só tu és,




Meu amor...

Quinta-feira, 3 de Março de 2011

Trago-me em ti


Trago na pele o teu toque
Nas mãos a tua segurança
Nos olhos ainda o sabor
Do teu mar

Trago em mim a Primavera
Brotando nos meus poros
Melodias que só tu sabes cantar

Trago-te em mim
Como o dia que me amanhece
Noite que me adormece
Calor que me aquece

Trago-te em mim…
Não querendo perder-te

Trazes-me em ti
Como Verão ,
Calor da paixão,
Ou porto seguro do amor
Que guardei em ti?
----
Guarda-me!

Domingo, 13 de Fevereiro de 2011

AMOR







AMOR É CALAR O CORAÇÃO
DEIXAR BATER NOS TEUS LÁBIOS A PULSAÇÃO
SENTIR NO PEITO AQUELE APERTO
DE SABERMOS ESTAR NO COLO CERTO

Terça-feira, 25 de Janeiro de 2011

Memórias










São como gotas de orvalho frio



esses dias em que te lembro



em dias de Verão



cálido de paixão






São como doces frutos



os beijos que ainda saboreio



nessa memória que me persegue



tal sombra de mim






É com a saudade



que ainda vivo



a vontade



de estar contigo






Segunda-feira, 26 de Julho de 2010

Trago-me





Trago-me como recordação de algum lugar

Guardar-me-ei qual segredo dessa viagem

Serei simplesmente as gotas salpicadas

Que um dia chorei e engoli sem querer


Trago-me assim, sem regra ou medida,

Livre de vestidos coloridos

ou de cinzentos inventados,

Desnudaadamente me trago


Assim sei ter sido,

Assim sou,

Assim serei


Por isso me trago

Como me levei:


Mulher

Quinta-feira, 11 de Março de 2010

Eu sou assim


Por muito que não gostem

Quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010

Vida e morte


Sei do amor o ódio,
Sei do ódio a morte,
Sei da Morte a Vida,
Sei da Vida o Amor

Sei... da vida, tudo,
Da morte, já não sei nada!
. . .

Segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010

Tenho medo, agora, amor...





Rasgo o meu grito com pincéis
Na tela que me provoca
Ondulações das mãos sem anéis
Nessa música que me toca

Traço traços desconexos
Ideias brilhantes nas tintas
Pensamentos complexos
Nas palavras com que não fintas

Percebo agora a loucura
De não querer sequer acreditar
Na verdade que sempre quis pura
E agora não a quero abraçar

É um quadro de cores de medo
Esse produto final do enredo
Da história que quis ler
E me fazes agora escrever

De tanta escuridão vivida
Tenho os olhos feridos
Receio a luz aquecida
Nos teus nunca esquecidos

Sábado, 23 de Janeiro de 2010

Presa livremente





Queria tanto voar
Ou ser somente vento
Ser onda do mar
Ou estrela no firmamento

Bastava ser assim um dia
Ficaria assaz contente
Por momentos ser livre bastaria
Como nómada gente

Queria ser livre de mim
Soltar- me das minhas amarras
Estar presa em ti assim
Como quando me agarras

Queria ser livre somente
Dentro do teu abraço
Prender-me eternamente
No calor do teu enlaço